terça-feira, 5 de junho de 2012

O Blog é um recurso tecnológico de fácil acesso que possui a vantagem de ser gratuito, por isso o Blog da Liese vem, através de um vídeo, ensinar como criar um blog. Apresentamos, também, links de blogs voltados para à educação, provando que a tecnologia pode ser bem aproveitada para o meio pedagógico.

video

Links:

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A Educação é essencial, independente da forma como é aplicada.


video
Trabalho, apresentado na disciplina Educação e Mídia, sobre multidisciplinaridade.
Sempre que alguém desvalorizar os seus atos, pode ter certeza, é por não ter capacidade de fazer melhor que você.

sábado, 8 de outubro de 2011

Então, Pedro, até setenta vezes sete


Hoje recebemos, com alegria, um texto de Rodrigo Davel que abrilhanta  o Blogue: http://bixudipe.blogspot.com/
Rodrigo, muito obrigado por ter dito sim ao convite!
Seja bem vindo!


Então, Pedro, até setenta vezes sete

Perdoe-me se não o perdoei (?). É que sou contaminado pelo tempo em que estamos, que nos adoece. Qual é o limite do mocinho? Então, quando se é, pois, vilão? Nosso tempo, leitor, não nos deixa opção: somos mocinhos e somos vilões. E quem decide não é você! Outros decidem. Portanto, julgue-me vilão, se for o caso, mas não diga que sou mocinho. Não sou mesmo! E nem ligo para isso, porque você também não o é. Somos aquilo que podemos ser e aquilo que em nós querem ver.
Permita-me, então, discorrer ‘sobre’. Porém, poupo-o dos exemplos-clichês. Não é que eu esteja julgando o (mau) caráter de ninguém. Também não absolvo. Mas percebemos em nosso tempo o prazer da disputa, não necessariamente da conquista. Pois sempre há uma nova disputa por alguma coisa qualquer. E exatamente por isso, prefiro crer em mocinhos desvirtuados a crer em vilões sossegados. Porém, não afirmo ser inato a ninguém o mau-caratismo. Também não reforço a ideia behaviorista, porque sou, pois, adepto da corrente interacionista, ou construcionista, de Piaget ¹: “Somos tábulas rasas”(?)² que a vida trata de encher, além de ‘construir’ a refeição que serviremos aos próximos. Quando, destarte, um mocinho permitir-se maldar, deixará de ser mocinho.
Acontece que, a cada dia, vejo os mocinhos com os quais convivo mostrarem garras “ala Wolverine”: fazem o bem, desde que não sejam incomodados. O melhor amigo pode ser também inimigo. Eis o melhor molde para nosso tempo. Estamos nos Wolverizando a cada dia, a cada escolha, a cada rancor não tratado. Exibimos o orgulho de sermos heróis e temos garras poderosas para o ataque ao inimigo. Definimos o inimigo pelo potencial de disputa, o mesmo que, antes, nos unia.
O papel do mocinho sempre foi defender-se (defender-nos), não é? Então, afinal, o que há conosco? E o amor ao próximo, ao irmão, onde está? Os mocinhos estão recorrendo a Eclesiastes logo cedo, às 7h20. Já acordam com a máxima: Olho por olho, dente por dente. Em um momento de mocinho, sinto-me pequeno, fraco, um “moço-inho”. Ah! Mas ser vilão é bem mais ão: é ser mandão, sentir-se grandão, ser campeão, o espertão... é ter solução. Entretanto, semelhante leitor, o mocinho é quem faz uso do ão mais forte e valioso. O mocinho vive com o coração. E isso, mocinho, não está em disputa. Portanto, vilão, destrua-me meu caminho, mas nunca vencerá meu coração.
Assim, indago-me constantemente: sujeito, quem encheu sua tábula com tanta porcaria? Agora, por que serve isso aos próximos? Afinal, a interação não é somente explicita. Talvez seja muito maior a responsabilidade da interação implícita. Ao atingirmos a maturidade necessária para distinguirmos o joio do trigo, transferimos ao ego a responsabilidade das decisões. Ou seja, por mais lixeira que tenha sido cada tábula, sempre é tempo de limpeza, reciclagem e reformulação. Então, tudo bem (!) se suas influências não foram adequadas, ou as melhores. No entanto, continuar na lama é opcional.  “Certidão de nascimento não é atestado de ignorância”³.
Sendo assim, o mal de nosso tempo é agudo, mas ainda não é crônico. Juntemos as forças, mocinhos, e tratemos os vilões em nós. Mas não sugiro a utopia de medicarmos uns aos outros. Não! Cada mocinho com sua patologia, até porque adoecemos simplesmente e ninguém pode diagnosticar a mazela por antecedência. E, assim, e somente após, perdoe-me. Pois já terei também perdoado a todos.

Rodrigo de Assis Davel, Cachoeiro de Itapemirim, 04 de outubro de 201.


1-      Piaget formula o conceito de epigênese, argumentando que "o conhecimento não procede nem da experiência única dos objetos nem de uma programação inata pré-formada no sujeito, mas de construções sucessivas com elaborações constantes de estruturas novas". (Piaget, 1976, apud Freitas 2000:64)
2-      O filósofo inglês John Locke (1632-1704), considerado o protagonista do empirismo, foi quem esboçou a teoria da tábula rasa (literalmente ardósia em branco em português). Para Locke, todas as pessoas, ao nascerem, o fazem sem saber de absolutamente nada, sem impressão nenhuma, sem conhecimento algum. Então, todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido pela experiência, pela tentativa e pelo erro.
3-      A expressão “certidão de nascimento não é atestado de ignorância” é de autoria do professor Fábio Brito, que ainda costuma completar a frase com outra expressão, mas na forma denotativa: “Não nasci na Idade Média. No entanto, dou aula sobre Trovadorismo”.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Por que ou para quem escrevo?


Há quem escreve por tudo e para tudo,
mas sem sentimento algum,
apenas para agradar as pessoas ou realizar caprichos.
Porém melhor do que rótulos
é o prazer de exprimir em palavras aquilo que sente
e fazer da escrita uma arte.
Escrever é fazer orações que subordinadas,
submissas ou insubordinadas a quem lê,
cria mundos e constrói pensamentos.
Por isso, escrevo pelo simples prazer de escrever,
sem querer aplausos ou conquistar medalhas.
Escrevo porque as palavras, não escritas,
latejam em mim como feridas abertas
e o remédio é transcrevê-las.
Sendo elas doces, amargas, duras ou de amabilidades extremas.
Éverton Abreu

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sonhos


Sonhos e imaginação

Lembro-me, com saudades, dos tempos de criança em que sonhava ser um vaqueiro. Passava a mão em um cabo de vassoura qualquer, amarrava capim na ponta e imaginava ser o meu alazão. Corria em volta da velha casa, de chão batido, e seguia rumo ao campo, meus pezinhos iam levantando poeira e eu continuava a correr.
Quando o vento batia no meu rosto e esvoaçava os meus cabelos, ralos e negros como de um índio, pensava o quanto meu cavalo era veloz. Sentia o coração de menino bater no compasso do trote e via-me galopando em meio aos morros, cortando os estradões, segurando bem firme o barbante que eu fazia de rédeas.
Arqueava uma das mãos e gritava, bradando e encorajando meu companheiro a correr mais rápido. Minha imaginação se fazia mais ligeira do que meu cavalo, e quando abria os olhos me via ladeado de outros cavaleiros, todos seguindo o mesmo rumo. Eu, porém, era o mais valente deles e comandava a tropa.
Subíamos o morro da Gaivotinha. Encontrávamos um grande rebanho de gado. Corríamos ao seu encontro e eu tomava a frente, já preparado com uma corda, em uma das mãos, pronto para a laçada e para enfrentar o boi corisco que dizia-se mais valente que eu. Conduzíamos todo o gado de volta ao cercado e todo o suor valia a pena.
De volta a casa respirava com alívio e ar de missão cumprida. Despedia-me dos meus amigos, sentava no banquinho e começa a imaginar se no outro dia a aventura seria a mesma. Ficava ali longe com meus pensamentos de menino sonhador até ser interrompido por minha mãe. Antonio, venha tomar banho para jantar!
                                                                                                           Éverton Abreu

domingo, 18 de setembro de 2011

Meu primeiro soneto.

No mês de Agosto, por ser dedicado à família, nossa CEB's ficou responsável por criar uma poesia, paródia ou música, em homenagem à Santo Ezequiel Moreno. E como passaram a bola para mim, arrisquei-me em criar um soneto. Porém não consegui desenvolver todos os versos de forma que ficassem decassílabos (dez versos), alguns estão hendecassílabos (onze versos). Mas valeu a experiência.

Soneto à Santo Ezequiel
Desde menino já tinha vocação,
cresceu e cursou o bom caminho.
Da família recebeu com carinho
o sentido do que é ser cristão.

Nos agostinianos, a missão
que com fé seguiu o seu destino,
ajudou a muitos pequeninos
e dos grandes recebeu humilhação.

Enfim! Mostrou o que é ser fiel,
e a se doar com o coração,
o moreno e santo, Ezequiel.

Câncer, morte e eterna salvação,
beatificado foi no papel,
deixando pra nós a grande lição.

Marcadores: CEB's (Comunidade Eclesial de base). A minha é a São Cristovão.